Mesmo com o Bitcoin negociando pouco acima de US$ 108 mil, os olhos do mercado estão voltados para uma cifra chave: US$ 110 mil. Na última semana, o ativo chegou perto dessa marca, mas sem rompê-la. Agora, os indicadores começam a apontar para uma possível movimentação decisiva.
Ainda não há confirmação total nos sinais técnicos, mas a configuração atual favorece um movimento expressivo caso o rompimento aconteça.
Um dos indicadores mais relevantes no momento é a queda contínua das reservas de Bitcoin nas corretoras. Em 7 de julho, restavam apenas 2,4 milhões de BTC em exchanges centralizadas — o nível mais baixo dos últimos três anos.
Essa redução geralmente indica que os investidores estão transferindo seus ativos para carteiras privadas de longo prazo, o que diminui a pressão de venda no mercado. Com a oferta cada vez mais escassa, um aumento súbito na demanda pode gerar fortes movimentos de alta.
Outro dado importante é a razão entre ordens de compra e venda feitas por tomadores (takers), que está atualmente em 0,95. Isso sugere que os vendedores ainda têm leve vantagem, mas os compradores estão ganhando espaço.
Se essa razão ultrapassar o valor 1, será um sinal de que os compradores estão mais dispostos a aceitar preços mais altos. Historicamente, esse movimento tem antecipado ralis curtos. Caso ocorra nos próximos dias, pode ser o gatilho necessário para que o Bitcoin ultrapasse os US$ 110 mil.
O indicador In/Out of the Money Around Price (IOMAP) revela onde estão os principais níveis de suporte e resistência com base nas carteiras que compraram BTC em diferentes faixas de preço.
Segundo os dados mais recentes, mais de 94% dos detentores de BTC estão atualmente com lucro. Isso tende a reduzir a pressão vendedora, já que investidores bem-posicionados têm menos incentivo para sair antes de novos topos.
Entre US$ 107.209 e US$ 110.041, há uma concentração densa de endereços com BTC, o que forma uma base de suporte sólida. Acima disso, a resistência imediata, entre US$ 110.042 e US$ 110.624, é considerada fraca, o que sugere pouco obstáculo para avanços rápidos caso haja rompimento.
O gráfico técnico mostra o BTC negociando a US$ 108.235, pouco acima do nível de retração de Fibonacci de 0,236, que atua como uma zona de consolidação de curto prazo.
As resistências horizontais mais importantes estão entre US$ 110.583 e US$ 110.779 — uma região alinhada com os clusters de IOMAP. Isso reforça a ideia de que, caso o preço supere essa faixa, pode haver uma movimentação forte de alta.
Em caso de queda, os principais suportes de contenção estão em US$ 103.584 e US$ 101.389. No entanto, perder a região entre US$ 107.209 e US$ 110.041 colocaria em risco a estrutura de alta atual.
Se o Bitcoin romper os US$ 110 mil com volume significativo, o caminho até os US$ 111.970 — topo recente — ficará praticamente livre. Essa resistência psicológica se mantém como o próximo grande obstáculo no curto prazo.
Por outro lado, falhar em manter o suporte atual e fechar abaixo de US$ 103.584 pode indicar exaustão compradora e levar a uma correção mais acentuada.
O mercado segue em estado de alerta: o Bitcoin está tecnicamente pronto para um possível novo impulso. Agora, resta saber se o volume e o momentum confirmarão esse cenário.
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